Celebrando os 475 anos da expedição de Álvar Núñez Cabeza de Vaca no vale do rio Itapocu

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Clique na imagem acima para ser redirecionado na página do JDV - Jornal do Vale do Itapocu / Jornal de Bairros (17/11/2016), páginas 6 e 7.

Programa Cidade em Ação (06/07/2016) - TV Cidade de Joinville / SC.

Redescobrindo o Itapocu - Documentário Completo

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Reconstituição historiográfica da expedição de Alvar Núñez Cabeza de Vaca (Parte 2)

Peço desculpas pela demora, mas conforme prometido estarei passando para os leitores mais informações a respeito sobre a reconstituição da expedição de Alvar Núñez Cabeza de Vaca que ocorreu especificamente entre novembro de 1541 (saindo da costa catarinense) a março de 1542 (chegando a capital paraguaia). Nesta segunda parte estarei colocando uma complementação de parte dos 250 homens que acompanharam a expedição a partir do rio Itapocu no dia 02 de novembro de 1541 e que esta informação preliminar já se encontrava no tópico:

Novos documentos (alguns inéditos) sobre a expedição de Cabeza de Vaca e outros acontecimentos relacionados desta mesma ao vale do rio Itapocu.

Nesta lista atualizada (que fará parte do livro que estarei lançando sobre a história do vale do rio Itapocu em breve), estará sendo colocado também o nome dos desbravadores que acompanharam o feitor Pedro Dorantes durante a verificação do caminho de onde saíram da ilha de Santa Catarina a partir do dia 24 de junho de 1541 e retornaram três meses e meio depois, de possíveis desbravadores (sem comprovação historiográfica) que puderam estar entre os 250 homens da expedição e de brinde estarei divulgando também o nome de alguns desbravadores que acompanharam a expedição de Sanabria e que saíram de Mbiaçá ou Laguna em direção a Assunção no Paraguai entre fevereiro e março de 1552 sob o comando de Hernando de Salazar e Afonso Velido. Todas estas informações tem como base documental os depoimentos e testemunhos das cartas (información, petición, testemunho, probanza) e demais documentos encontrados em alguns livros que estão disponibilizados gratuitamente do lado direito deste blog e também no site cabezadevaca.com.br, onde estão os documentos referentes ao julgamento do adelantado na Espanha.

Nome de alguns dos 14 homens, mais um escravo e três índios sob o comando do feitor Pedro Dorantes que fizeram a verificação do caminho a pedido do governador Alvar Núñez Cabeza de Vaca, saindo da ilha de Santa Catarina no dia 24 de Junho de 1541:

Pedro Dorantes ou Pedro de Orantes (feitor);
Pedro Dorantes Arias, filho de Pedro Dorantes;
Hernández (escravo do feitor Pedro Dorantes) e mais alguns criados;
Nuflo de Cháves;
Diego de Tranços ou Diego de Torancos;
Jacome Guillermo (italiano, confirmou que caminharam em três meses e meio cerca de 160 léguas ou 880 quilômetros);
Juan Rodríguez Vancalero;
Jorge de Candia;
Hurtado (soldado que morreu afogado ao retornar na verificação do caminho).

Nome de alguns desbravadores que fizeram a entrada pelo rio Itapocu com a expedição de 250 homens sob o comando de Alvar Núñez Cabeza de Vaca em direção a Assunção no Paraguai no dia 02 de Novembro de 1541:

Alvar Núñez Cabeza de Vaca (adelantado);
Juana Núñez "la Prieta" (criada de Cabeza de Vaca);
Juan Núñez;
Juan Fernández ou Hernández (criado de Cabeza de Vaca);
Pedro Dorantes ou Pedro de Orantes (feitor);
Pedro Dorantes Arias, filho de Pedro Dorantes. Pai e filho estavam montados num dos 26 cavalos da expedição;
Hernández (escravo do feitor Pedro Dorantes) e mais alguns criados;
Martin Gonçáles (Clérigo Presbítero);
Jacome Guillermo (Italiano). Navegou pelo rio Itapocu também em uma canoa juntamente com Cabeza de Vaca;
Juan Rodríguez Vancalero;
Jorge de Candia;
Diego de Tranços ou Diego de Torancos;
Diego Carbajal;
Pero Fernandez; (testemunhou a caminhada com Pedro Dorantes e seu filho Pedro Dorantes Arias, onde relata à perda de um dos 26 cavalos durante a travessia, sendo que ao chegarem a Assunção no Paraguai morreram no total dois cavalos);
Gonçalo da Costa, Gonzalo de Acosta ou Gregório de Acosta (capitão e interprete, confirmou a entrada pelo rio Itapocu na qual Pedro Dorantes tinha passado esta informação ao governador nos primeiros dias de outubro de 1541 e foi um dos mateiros que abriam caminho pelas margens do rio Itapocu);
Salvador (índio e criado de Gonzalo da Costa);
Afonso Velido ou Alonso Ruíz Bellido;
Ruy Diaz Melgarejo (de Vergara);
Francisco Ortiz de Vergara (capitão);
Garçia Rodríguez de Vergara (capitão);
Juan de Araoz (escrivão);
Alonso Riquelme de Guzmán (cavaleiro);
Frei Bernardo de Armenta (franciscano);
Frei Alonso Lebrón (franciscano);
Damian Muñoz (foi preso e acorrentado a mando de Cabeza de Vaca por desobediência durante os primeiros dias de caminhada pelo rio Itapocu);
Juan Cerrudo ou Juan de Cerrado (ficou doente durante a travessia nas cercanias da região do alto rio Iguaçu);
Francisco de Orejón (ficou enfermo por causa de um ferimento decorrente de um ataque de um animal canino durante a travessia na região do rio Piquerí);
Alonso de Villalba (ficou enfermo durante a travessia na região do rio Paraná);
Juan de Quirós (morreu de enfermidade durante a travessia na região do rio Paraná);
Vasco Péres (morreu de enfermidade durante a travessia na região do rio Paraná);
Alonso Álvarez (morreu afogado na travessia do rio Paraná);
Nuflo de Cháves (capitão);
Jaime Rasquin;
Andrés de Montalvo;
Diego de Barba (ou Barua) Caballero;
Andrés Barba;
Juan Sanchéz de Viscaya (anos mais tarde se tornou capitão da expedição de Sanabria);
Juan de Camargo (capitão);
Escravo do capitão Juan de Camargo de nome desconhecido;
Pedro de Monroy;
Luís Osorio;
Manuel;
Diego López;
Julián López;
Agustín de Campos (capitão);
Francisco ou Franciscote Ynteriano Gambarrota (alfére, Italiano da cidade de Gênova);
Juan Delgado (alfére);
Francisco López (capitão);
Pedro, escravo do senhor capitão Francisco López;
Juan, escravo do senhor capitão Francisco López;
Francisco Martín (fraile);
Álvaro de Colondres;
Domingo ou Domingote de Peralta;
Bartolomé de Amarilla;
Antonio de Almagro;
Pedro Salinas;
Juan Riquel;
Cristóbal Díaz;
Hernando de Céspedes;
Luís Ramirez;
Um índio de Luís Ramírez de nome desconhecido, natural do México;
Juan de Escobar;
Lope Ramos;
Juan de Bedoya;
Pedrárias;
Hernán González;
Diego de Escobar;
Martín Suárez;
Bernardino de Sandoval;
Luís Pato;
Pedro de Oñate;
Luís Hernández;
Jerónimo Ochoa de Izaguirre;
Antonio Conexero;
Diego de la Palma;
Pedro Sanchez;
Hernando de Castañeda.
Domingo (um dos índios carijós que foram guias da expedição) OBS: O índio Miguel "de alzará" que era parente do índio Domingo e também falava espanhol, se juntou com a expedição nas proximidades do rio Tibagi no estado do Paraná, após o encontro da expedição com o cacique Tapapirazu. Na região do rio Paraná, residia o índio chamado Yguaron ou Yaguaron, na qual ajudou alguns enfermos da expedição de Cabeza de Vaca a chegarem no porto de Sant Ana que fica a três jornadas navegando rio Paraná abaixo na qual morava um índio conhecido do português Gonçalo da Costa chamado Francisco. Já em território paraguaio entre o final de fevereiro e início de março de 1542, apareceu pelo caminho o espanhol Álvaro de Cháves com uma carta do governador Domingues Martínez de Irala ao adelantado Cabeza de Vaca.

Nome de demais desbravadores que possam ter participado da expedição de 250 homens no dia 02 de novembro de 1541, mas que não são mencionados diretamente na historiografia: 

Pedro Conejo - Pajem (aprendiz) do adelantado Cabeza de Vaca - Seu nome (Pero Conejo, hijo de Bartolomé Conejo, criado de su Majestad, estante em corte), se encontra na lista de passageiros que saíram da Espanha em 1540 com Cabeza de Vaca. Em 1544, se tem a notícia de que Pedro Conejo foi um dos simpatizantes de Cabeza de Vaca (que se encontrava preso) que fugiram do governador Domingos Martínez de Irala da capital paraguaia Assunção para o Brasil (provavelmente na costa catarinense); 

Juan (Hernández) Vizcaíno ou Biscaíno - Existem dois nomes (Juan Vizcaíno, sendo um pajem e outro grumete), ambos se encontram na lista de passageiros que saíram da Espanha em 1540 com Cabeza de Vaca (sendo que apenas o pajem se tem confirmação da participação da expedição). Em 1550, o alemão Hans Staden encontra um Juan Hernández Vizcaíno na ilha de Santa Catarina e que este teria saído de Assunção alguns anos antes a mando de Domingos Martínez de Irala para abastecer as naus espanholas com o cultivo da mandioca e outras culturas; 

Martin Oriveal - Seu nome a princípio não se encontra na lista de passageiros que saíram da Espanha em 1540 com Cabeza de Vaca. Porém como alguns espanhóis entravam nas naus como clandestinos, também existe uma possibilidade deste espanhol ter estado na expedição, pois em 1550 o governador Domingos Martínez de Irala enviou o mesmo em uma missão ao Brasil (provavelmente na costa catarinense); 

Bartolomé Justiniano (Italiano da cidade de Gênova); - Seu nome não se encontra na lista de passageiros que saíram da Espanha em 1540 com Cabeza de Vaca. Porém, foi mais um desbravador a serviço da coroa espanhola e andarilho do Peabiru na região do Guairá, sendo que o mesmo percorreu em 1553 da capital paraguaia Assunção até São Vicente onde seguiu viagem numa nau portuguesa em direção à Espanha; 

Gaspar Hortuna - Seu nome (Gaspar Ortuño, hijo de Lorenzo Ortuño, vecino de Villardonpardo), se encontra na lista de passageiros que saíram da Espanha em 1540 com Cabeza de Vaca. Presumivelmente no final do século XVI, o mesmo saiu da região do rio Piqueri no interior do Paraná e chegou à costa catarinense descendo o rio Itapocu (conforme descrição da carta do padre Jerônimo Rodrigues escrito na Lagoa dos Patos no dia 26 de novembro de 1605). 


Parte da expedição de Sanabria composta de 40 homens e alguns índios sob o comando de Hernando de Salazar e Afonso Vellido que saíram de Mbiaçá ou Laguna em direção a Assunção no Paraguai entre Fevereiro ou Março de 1552: 

Hernando de Salazar
Afonso Velido ou Alonso Ruíz Bellido;
Hernan Campos;
Juan Campos;
Juan Bazques Barrado;
Francisco Hernandez;
Pedro Ramirez

OBS: No "El Testamiento de Juan de Salazar Spinoza, escrito na capital Assunção no Paraguai em 23 de setembro de 1557", é mencionado que alguns soldados desta expedição faleceram no rio Itapocu, contudo no documento não foram mencionado o nome dos mesmos.

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